sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

LEMINSKIANDO


PAULO LEMINSKI



Parada cardíaca

Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.

A TODO ANARQUISTA (FLICTS)







A todo aquele que anda sobre a terra
A todo aquele que trava sua guerra
A quem não reconhece muros nem prisões
A quem não respeita correntes nem grilhões
Aos que não esperam que o tempo lhes dê razão
Aos que ousam derrubar a moral e a tradição
A todo aquele que abraça a delinquência
A todo aquele que vive a inconsequência

OOOOO
A todo anarquista

A todo aquele sem pátria nem bandeira
A todo aquele sem hino nem fronteira
Aos que se arriscam a peitar autoridade
Aos que se arriscam a dançar com a liberdade
Aos que não esperam que o tempo lhes dê razão
Aos que ousam derrubar a moral e a tradição
A todo aquele que abraça a delinquência
A todo aquele que vive a inconsequência

OOOOO
A todo anarquista

E APOIS! – FUTEBOL: CULTURA DA VIOLÊNCIA?

OS “ELES” QUEREM NOS FAZER CRER que   a violência nos estádios de Futebol é resultante apenas da índole criminosa das torcidas organizadas. E não também, e principalmente, decorrente da forma incivilizada e insidiosa com que a Grande Mídia, televisiva ou escrita, induz rivalidades fundamentalistas, calcadas no menosprezo entre os adversários, como se uma simples partida de futebol representasse oportunidade inadiável para se travar uma guerra campal entre inimigos mortais. E deliberadamente, ao visar somente o lucro fácil, “Os Eles” transformam a prática de um esporte que deveria ser benfazeja numa espécie de arma violenta simbólica, cujo propósito é sempre derrotar e subjugar o oponente, ao invés de propagá-lo como momento propício à amistosidade e à confraternização.

É o que acontece com times expressivos, a exemplo de Flamengo e Corinthians, exageradamente ovacionados pela mídia capitalista, como forma de menosprezar as torcidas menores e, desse modo, sufocar as pretensões dos times medianos, ou com a nossa “Seleção Canarinho”, habilmente manipulada para servir de instrumento à manutenção do alheamento político, afastando, assim, do foco da discussão as medidas realmente necessárias para equalização das desigualdades socioeconômicas que ceifam as esperanças de nosso povo já no nascedouro.  E isto é mais perceptível, ainda, na periferia do país, onde os times locais, e isso é bem típico no Nordeste, são alvos de uma ojeriza inexplicável.

Diante disso, ouvir de uma pessoa leiga: “Se vivemos numa sociedade onde é preponderante o interesse privado de meia dúzia de Cartolas aliados a uma Mídia descompromissada com o desenvolvimento real do Brasil, cabendo a estes ditar as modalidades esportivas que devem prevalecer na educação de nosso povo, então não é de educação esportiva que versam as políticas públicas e, sim, de um oportunismo escuso, maniqueísta”. Os Desportistas e outras pessoas letradas a serviço dos “Eles” dirão que o Futebol está para o brasileiro, assim como a Guerra estava para os fundamentalistas da velha Europa.

E quanto ao simples torcedor, alijado sempre da escolha sobre que time verdadeiramente lhe encanta, porque os propagandistas “Dos Eles” desde cedo lhe incute a predileção por este ou aquele time mais lucrativo e, por isso, vitorioso, entenderá ele, algum dia, que as questões de gosto, assim como a Política e a Religião, são sim discutíveis? E que, quando se fala em direito de livre escolha, quer-se, porém, ao mesmo tempo reafirmar o velho maniqueísmo que fraciona o mundo entre o Bem e o Mal, de forma que não há piedade para quem escolhe mal?

É, por essas e outras, que “Os Eles” volta e meia sacam um “Ás” da manga, numa cartada que emudece os opositores e estupidifica o dito cidadão comum. Fazendo-o crer que jogadores forjados pela Mídia gananciosa e o oportunismo empresarial são uma espécie de redentores do nosso infortúnio social, pois nos engrandece, ao elevar aos píncaros futebolísticos, garotos oriundos da privação e do abandono, exceções tidas como protótipos invejáveis, negociados a peso de ouro - e de sangue - para alegria e festa da nossa mil vezes Salve! Salve! “Pátria de Chuteiras”, abençoada por Deus e pelos “Os Eles”.

ENTÃO, como dizem os amantes do RUGBY, “esporte de selvagem jogado por cavalheiros”: O Futebol, pela voracidade inescrupulosa de Cartolas e da Mídia Fascista, ávidos apenas em acumular cifras, tem se transformado de fato num “esporte de cavalheiro jogado por selvagens”, pelas atitudes daqueles que, parodiando o grande Machado de Assis, partilham da mesma opinião que a bola, ou faz uso como régua e compasso de um bastão com pregos na extremidade. EU É QUE NÃO ACREDITO MAIS NOS “ELES”. E VOCÊ?

domingo, 8 de dezembro de 2013

E APOIS! - MÉDICOS CUBANOS: PREVENIR É MELHOR QUE REMEDIAR.


OS “ELES” QUEREM NOS FAZER CRER que a medicina curativa “Deles” é o único remédio. Entretanto, pouco se importam com quem não tem recursos para custear esta prática privada e mercenária. O curandeirismo de luxo!  É o caso do trabalhador que se vê obrigado a financiar o sistema público ineficiente e a ganância dos planos de saúde. Recebendo, como contrapartida dos mercadores da saúde, o mesmo tratamento deletério dos hospitais públicos. E quando “Os Eles” cometem erros irreversíveis não são responsabilizados nem pelos conselhos, nem pela justiça.

Diferentemente, porém, dá-se com cidadão dito comum, que nem sequer conseguiria emprego se tivesse seu nome negativado no SPC porque não teve dinheiro para pagar a consulta, se algum bom médico, porventura, antecipasse a prestação do serviço ao pagamento. Ou com os bons curandeiros quando se excedem na dosagem de sua beberagem, criminalizados por exercício ilegal da medicina. Este preconceito se dera a pouco tempo com a chegada ao Brasil dos médicos cubanos e sua medicina preventiva, condenada pelos   “Os Eles” de curandeirismo.

Diante disso, ouvir de uma pessoa leiga: “Se a saúde é desses bens tidos por inalienáveis, mas o sujeito morre à míngua se não tem dinheiro para pagar seu tratamento, então não há mais dignidade humana”. Os Doutores e outras pessoas letradas a serviço dos “Eles” dirão que é direito de qualquer profissional cobrar pelos seus serviços, pois é o que mantém inabalável a economia do país.

E quanto ao cidadão que assiste impotente ao sofrimento de um ente seu combalido por moléstia já curável pela medicina capitalista, enquanto nos hospitais públicos o dinheiro se esvai pelo esgoto da corrupção, entenderá algum dia que seu direito à saúde, assegurado pela constituição não passa de mera expectativa? E que quando se diz que todos têm direitos iguais perante a lei, quer-se, todavia, ao mesmo tempo, afirmar que os direitos iguais de todos não são os mesmos direitos dos iguais, porque a Lei não é igual perante todos?

Por essas e outras, que mais me apraz a pajelança. E, entre uma beberagem e uma reza contra quebranto eu vou me curando do mal olhado. E oxalá, os deuses da boa saúde não se esqueçam de mim! Enquanto isso, “Os Eles”, tal qual abutres vorazes, transformam, com sua medicina locupletadora, o direito sagrado à saúde numa regalia de poucos, ao mercantilizar a dignidade humana. E, assim, demonstram cabalmente o desprezo que nutrem pelo povo. Porque como bem disse um velho jurista, impera no Brasil a total “insignificância do cidadão perante o Estado”.

ENTÃO, como se diz por aí que o melhor plano de saúde é não adoecer nunca, talvez aprendamos com os médicos cubanos que podemos ser saudáveis ainda que não tenhamos dinheiro. E se fossem dinamarqueses os médicos convidados, será que teriam a mesma recepção?  EU É QUE NÃO ACREDITO MAIS NOS “ELES”. E VOCÊ?

Botinada - A historia do punk no Brasil (2006)





A História do PUNK brasileiro contada pelos protagonistas do movimento que mudou o jeito de encarar e fazer música no mundo e também no Brasil.